De que maneira você tem desempenhado seu papel como líder?
· Quais têm sido suas motivações para servir?
· Se você deseja agradar a Deus por meio de sua liderança, precisa reavaliar suas atitudes e motivações como líder.
Ter motivações e atitudes corretas é essencial para o desempenho da liderança cristã. Não basta liderar, é preciso fazer uma avaliação periódica de nossas motivações e atitudes para verificar se elas estão à altura do ideal bíblico. Nossas motivações e atitudes são a alma da liderança. A fim de ajudá-lo nesta tarefa vamos falar sobre alguns princípios bíblicos de liderança, algumas convicções que você precisa ter bem arraigadas, enquanto desempenha suas funções.
Atitudes essenciais à liderança
Com que atitudes devemos servir? Como você encara o serviço no reino de Deus: peso ou privilégio?
· Alegria. Servir a Deus é um privilégio. Devemos estar constantemente agradecendo a Deus pela oportunidade que ele nos concede de lhe servirmos. O salmista nos exorta a exercer nosso papel de líderes com alegria: “Servi ao Senhor com alegria” (Salmo 100:2a). Portanto a alegria é a postura adequada de quem lidera.
· Isto não significa dizer que nada nos entristece no desempenho da liderança, mas sim que temos convicção da bênção que é poder fazer algo pelo Senhor. Por ele que fez e faz tanto por nós.
· Dedicação: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente” (Jr. 48:10a). Servir a Deus é algo muito sério. Deus é um patrão muito bom, mas também muito exigente. Quem quer servi-lo deve estar bem consciente de que ele não admite displicência ou negligência. (Leiam Rm 12:6-8 e I Pe. 4:10-11). Não ouse fazer a obra do Senhor de qualquer jeito!
· Constância: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gl 6:9). Quem desiste diante do primeiro obstáculo não “serve para servir”. Liderar um grupo é um teste “constante à nossa constância”.
· Quantas vezes somos tentados a desistir, mas quem desiste perde a oportunidade de colher os frutos. Quantos começam o ano com tanta disposição, mas depois de 2 ou 3 meses deixam o serviço entrar num marasmo sem fim. É como aquele líder que estava assumindo um cargo. Ele elogiou o seu antecessor dizendo aos seus liderados: Ouvi dizer que meu antecessor era um homem de muitas iniciativas. É verdade, respondeu um dos liderados, mas era também um homem de poucas “acabativas”. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor” (I Co 15:58).
O que deve nos impulsionar
Recompensa: Não é indigno para um líder trabalhar esperando alguma recompensa. Porém não devemos esperar uma recompensa material e sim celestial (aliás quem trabalha esperando recompensas materiais não entendeu o bê – a – bá da liderança cristã).
A Bíblia nos apresenta as recompensas celestiais como sendo um forte impulsionador de nosso serviço cristão. Por várias vezes líderes são exortados a ficarem firmes tendo em vista a recompensa. Em I Crônicas 15:7 lemos: “Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa”.
Em Filipenses 3:13 e 14 Paulo fala de como a expectativa de um prêmio celestial o impulsionava a um serviço perfeito. Em I Co 3:8 ele nos mostra que os crentes servem a Deus em funções variadas, mas todos receberão do Senhor algo em comum: galardão segundo o seu trabalho.
“Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho”.
Por fim em Colossenses 3:23 e 24 lemos: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que do Senhor recebereis como recompensa a herança; servi ao Senhor”.
· Maturidade dos crentes: Todo o nosso trabalho na causa do Mestre precisa visar à edificação, o crescimento espiritual do nosso irmão em Cristo. Que privilégio, na condição de líder, ajudar o irmão a crescer em direção à maturidade! Paulo diz que trabalhava arduamente para conduzir os crentes à maturidade (Cl 1:28 e 29). Pedro diz: “Servindo uns aos outros conforme o Dom que cada um recebeu’. (I Pe 4:10). Em suam, o nosso serviço deve visar a edificação de nossos irmãos, objetivar o seu crescimento cristão.
· Glória de Deus: Por último, mas não menos importante, a glória de Deus deve ser o nosso principal fator de motivação. Paulo em I Corintios 10:31 recomenda que façamos tudo visando a glória de Deus. Ao fazer o planejamento, ao pensar em programas, ao desenvolver atividades, faça a si mesmo esta pergunta: Isto contribui para a glória de Deus?
· A liderança cristã deve Ter como objetivo pecípuo a glória de Deus. O que nós precisamos desejar ardentemente é que Deus seja adorado, engrandecido, honrado e louvado em conseqüência de nosso trabalho. Que nós trabalhemos, mas que somente ele receba a glória.
Duas Palavras Finais
· Trabalhar no reino de Deus é um privilégio.
· Nenhum de nós é merecedor. Eu, por exemplo, não mereço ser pastor, mas Deus em sua infinita graça colocou-me no ministério (I Tm 1:12). Eu devo agradecer-lhe diariamente. Todos nós devemos reconhecer, após termos feito tudo, que de fato só fizemos a nossa obrigação (Lc 17:10).
· Deus é justo
· Nada do que você fizer para a sua glória, pela sua causa ele vai esquecer (Mt 10:41-42). Em Hebreus 6:10 lemos: “Porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que para com o seu nome mostrastes, porquanto servistes aos santos, e ainda o servis”.
Elias Neves de Souza
Formado em Liderança Avançada pelo Instituto Haggai Internacional, EUA
Bacharel em Teologia e pastor da PIB de Piracicaba (SP)